quinta-feira, março 31, 2011

Livro parte III

Depois da seção de fotos com Jennifer pela manha e com outras mulheres e homens a tarde, fui para casa, tomei um banho quente, um café fresco e fraco e deitei no sofá, como de costume, para ver o meu programa policial favorito. O dia foi tranqüilo, mas cansativo pela minha ausência de descanso na noite anterior, por algum motivo me encontrava de mau humor , então fui dormir.
Acordei, segunda, dia de começar a rotina, apesar de domingo ter trabalhado o dia inteiro.  Pensei duas vezes antes de levantar, pois estava frio naquela manha e uma leve chuva caia lá fora. Revirei-me, o edredom estava tão macio e cheiroso que estava me dando vontade de ficar ali o dia inteiro. Mas por fim levantei, tomei um banho quente, um café fraco como de costume, peguei o carro e fui pro estúdio.
Chegando lá me deparei com Betty, estava elegante e bonita como sempre, mas o que estaria fazendo às nove horas da manhã parada diante de mim. Betty é daquelas mulheres que não levantam de manhã nem pra ir ao banheiro, me surpreendi com sua presença, ela estava tão radiante que parecia que nem tinha se esforçado pra levantar da cama num dia chuvoso de segunda-feira.  Com um sorriso no rosto Betty me falou que queria fazer um book sensual para guardar de recordação para quando envelhecer lembrar que um dia tinha um corpo malhado e definido.
Confesso que gaguejei no momento, apesar de ser bastante profissional, alguma coisa não me deixava confortável em fotografar Betty nua, sorrindo, diante de mim. Talvez por ser minha melhor amiga, existia um espírito protetor sobre ela dentro de mim. Mas como tinha tempo livre pela manhã arrumei os equipamentos e iniciamos a seção.
O relógio estava na parede atrás de mim, e eu ficava mais de costas para Betty do que de frente. Olhava freneticamente as horas passarem, e o tempo de uma hora não passava nunca. Estava prestes a deixar a seção para outro dia, mas que desculpa eu poderia dar? Só tinha que continuar a bater as fotos e cuidar pra que elas não ficasse tremidas pelo meu nervosismo. Ela estava tão feliz e descontraída que me senti culpada por estar agindo daquela maneira, o nervosismo estava apenas na minha cabeça e não na situação, então tentei me acalmar e parar de dar zoom desnecessário e me concentrar para que as fotos saíssem perfeitas.

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